junho, 2010
Reino das pimentas
Por que comer pimenta?
A especiaria não serve apenas para temperar a comida. 
A pimenta já não é mais considerada apenas um condimento. É também um poderoso remédio contra o colesterol, doenças de estômago e dor de cabeça. Além disso, ainda é uma excelente arma contra o mau humor e, como se não bastasse, um produto afrodisíaco. E pensar que ela já foi rejeitada por ser considerada prejudicial à saúde… Pois é, agora ganhou a merecida fama de alimento com grandes propriedades nutritivas, indispensável para o cardápio dos brasileiros. No entanto, é bom que seja consumida com moderação, pois tem algumas contraindicações. Tem pimenta boa para gripe, enxaqueca e pressão alta. Pode ser consumida crua ou no tempero de diversos pratos. Só não vale fazer careta na hora de comer e reclamar que ela é “ardida”. É justamente essa ardência, causada por uma substância que na pimenta vermelha é chamada capsaicina, a grande responsável pela maioria dos efeitos benéfcos do alimento. E ninguém pode dizer que consumir pimenta demais enjoa, pois há uma variedade enorme de tipos disponíveis nos mercados.
Como é possível um alimento tão pequeno proporcionar tantos benefícios à saúde? Esse é o caso da pimenta
Por trás de sua cor avermelhada (ou preta, depende do tipo) se esconde uma substância amiga do organismo, capaz de atuar em diversas áreas do corpo. Com vocês, a capsaicina. Mas as boas notícias não acabam por aí. Nutriente como a vitamina C, poderoso antioxidante, também está presente na especiaria. A seguir, veja oito poderes da pimenta:
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1. Emagrece
Diminuição do apetite e queima de calorias: pimenta no prato signifca ajuda extra contra os quilos a mais!
2. Previne o envelhecimento precoce
O tempero oferece cerca de quatro vezes mais vitamina C do que a laranja, nutriente que atua contra os efeitos da idade
3. Afrodisíaca!
Sabe o termo “apimentar a relação”? Pois é, um pouco de pimenta dá aquele empurrãozinho para estimular o apetite sexual
4. Solte a risada
Rir não faz mal a ninguém, certo? Fique sabendo que o consumo do tempero também está associado à melhora do humor
5. Abaixo o colesterol!
Quem consome pimenta preza por níveis reduzidos desse vilão, que adora arranjar encrenca com o coração
6. Intestino sem crise
A pimenta possui agentes químicos que ajudam a eliminar bactérias inimigas do bom funcionamento do intestino
7. Câncer no alvo
Estudos demonstram que um pouco de pimenta no cardápio ajuda a prevenir e auxiliar no combate de tumores
8. Xô, dor de cabeça!
Para quem vive reclamando desse tormento, comer pimenta pode ajudar a refrescar a cuca
Os idosos no Brasil
Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento. Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%, em 1991, ele correspondia a 7,3% da população. O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Prova disso é a participação dos idosos com 75 anos ou mais no total da população – em 1991, eles eram 2,4 milhões (1,6%) e, em 2000, 3,6 milhões (2,1%). A população brasileira vive, hoje, em média, de 68,6 anos, 2,5 anos a mais do que no início da década de 90. Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no País deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total), e a esperança de vida, a 70,3 anos. O quadro é um retrato do que acontece com os países como o Brasil, que está envelhecendo ainda na fase do desenvolvimento. Já os países desenvolvidos tiveram um período maior, cerca de cem anos, para se adaptar. A geriatra Andrea Prates, do Centro Internacional para o Envelhecimento Saudável, prevê que, nas próximas décadas, três quartos da população idosa do mundo esteja nos países em desenvolvimento. A importância dos idosos para o País não se resume à sua crescente participação no total da população. Boa parte dos idosos hoje são chefes de família e nessas famílias a renda média é superior àquelas chefiadas por adultos não-idosos. Segundo o Censo 2000, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas. Além disso, 54,5% dos idosos chefes de família vivem com os seus filhos e os sustentam.
Álcool e Alcoolismo
Álcool e Alcoolismo
Muitas pessoas que consomem álcool podem limitar a quantidade que ingerem, não sofrendo conseqüências maléficas à sua saúde. Mas, milhões de outras pessoas bebem em excesso e pagam o preço. O abuso do consumo de álcool provoca o vício, que é um enorme problema social, econômico e de saúde pública no Brasil. O tratamento da pessoa dependente em consumir álcool é complexo, pois a maioria destas pessoas nega que são viciadas (alcoólatras). Sem exagero, o alcoolismo é uma doença. Então o que é alcoolismo? Sim, é uma doença, de desenvolvimento vagaroso (crônica), freqüentemente progressiva e causa a morte. Um grande número de pessoas leva anos para atingir a dependência, porém os jovens também podem ficar viciados, dependendo do consumo e da freqüência com que bebem. Mais triste ainda, é que o álcool é a causa de acidentes fatais, incluindo acidentes de automóveis, afogamentos, suicídios e outros. Só nos Estados Unidos acidentes relacionados ao uso de álcool matam mais de dois mil jovens por ano. Como é que o álcool afeta a pessoa? O álcool é usado em muitos produtos, como perfumes, essências de produtos alimentícios, tintas e outros. O álcool que bebemos é o álcool etílico líquido, que é transparente, que se tomado puro, causa uma sensação de queimação na boca e na garganta. Ele é produzido pela fermentação da cana, ou de uvas ou mesmo de cereais. Quando se bebe álcool, o mesmo deprime o cérebro, causando uma sensação sedativa ou tranqüilizante, o que afeta negativamente a capacidade de pensar; assim como as emoções e o bom senso. Se a ingestão de álcool for maior ainda, ele afeta nossa fala e a capacidade de andar corretamente. E por fim, se ingerida quantidade maior ainda de álcool, entramos em estado de coma e finalmente vem a morte. A maior parte do álcool, passa do tubo digestivo para a circulação do sangue, na parte do intestino, logo após o estômago. A absorção pelas paredes do estômago não é grande, porém, se não comermos antes de beber, o álcool chega mais rápido ao intestino e o efeito vem mais rápido. O álcool penetrando através da parede do intestino, entra imediatamente no sangue, onde é distribuído por todo o corpo e em todos os locais onde existe água, inclusive dentro das células minúsculas. Quase todo o álcool é queimado no seu corpo como combustível, assim como a gasolina no automóvel. Um pouco de álcool sai pela urina e pelos pulmões. O álcool dilata os vasos sangüíneos e sente-se uma sensação de calor temporário. Nota-se, isto, pelo rosto vermelho da pessoa que bebeu. O álcool fornece energia, mas não fornece alimentos, minerais ou vitaminas. Muitos alcoólatras deixam de se alimentar bem, emagrecem e a droga danifica principalmente o fígado que é o laboratório do nosso organismo. Mais adiante o fígado vai deixando de funcionar porque é substituído por tecido cicatricial. Uma pessoa neste estágio,então está com a chamada cirrose, que não tem cura.
J.C.Lane é professor titular colaborador da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

