Boock Promove: Cursos
O Boock promove os cursos:
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- OXIGENOTERAPIA E MANEJO DO PACIENTE COM VIA AEREA ARTIFÍCIAL, que acontece de 12/04 A 25/05 as sugundas e terças -feiras. Carga horária de 50 horas. Com Rita Pithon
Matrículas abertas.
OUTROS CURSOS:
- Assistência de Enfermagem em Neonatologia – Alda Nery
- Enfermagem em Nefrologia – Bárbara Fernandes e Regina Aguiar
- Hemoterapia – Anne Fátima
- Manipulação de Amostras Biológicas – Julita Mª Borges
- Monitorização Hemodinâmica – Olga Ivo
- Processo de Doação, Captação e Transplante de Orgãos – Maria Eloneide Caracas e Karine Barbosa
- Procedimentos Técnicos em UTI – Isabel Fontes
- Promoção à Saúde do Idoso – Abordagem Multiprofissional – Aldrina Cândido
- Suporte Básico de Vida e Outras Condutas – Livia Mara
8 de março – Dia Internacional da Mulher
Medicamento contra Alzheimer da Pfizer não passa em teste
598 pacientes nas Américas e Europa foram avaliados por 6 meses. Remédio trouxe melhoria marginal em relação a placebos.
Fonte: G1
O laboratório farmacêutico americano Pfizer anunciou nesta quarta-feira que os testes clínicos de fase 3 mostraram a falta de eficácia de um novo medicamento contra o mal de Alzheimer, batizado de Dimebon.
“Os resultados do estudo são inesperados e estamos decepcionados pela comunidade que sofre com o Alzheimer”, comentou David Hung, diretor-geral do laboratório Medivation, que trabalha em conjunto com a Pfizer no projeto.
“Avaliamos os dados desse estudo com a Medivation. Depois da análise, a Pfizer poderá decidir as próximas etapas do programa Dimebon”, declarou um diretor da Pfizer, Briggs Morrison.
Dois estudos revelaram que o Dimebon era bem tolerado, mas um teste para examinar especificamente a eficácia, que analisou 598 pacientes na América do Norte, Europa e América do Sul durante seis meses, não alcançou os objetivos, fornecendo apenas melhoras marginais em relação a placebos.
Outros quatro estudos de fase 3 do Dimebon estão em curso.
Games ajudam na recuperação de vítimas de AVC
Atividades de recreação com jogos de realidade virtual podem melhorar as funções motoras de pessoas que sofreram algum acidente vascular cerebral (AVC). A revelação faz parte de um estudo apresentado nos Estados Unidos nesta quinta-feira (25).
Gustavo Sposnik, autor do estudo para a American Stroke Association, disse que a pesquisa é inédita.
- É o primeiro estudo clínico aleatório que mostra que a realidade virtual utilizando o videogame Wii é confiável, segura e potencialmente eficaz na reabilitação da função motora após um AVC.
Vinte sobreviventes de derrames usaram os seguintes jogos: Wii tênis ou Wii “Cooking Mama” – em que os jogadores simulam cortar batata, descascar cebola, temperar um pedaço de carne ou triturar queijo – ou jogos tradicionais como cartas ou Jenga, que tem por objetivo empilhar e equilibrar blocos de madeira.
Ambos os grupos jogaram durante oito horas o videogame Wii ou as cartas e os blocos de madeira. Todos os participantes sofreram um derrame grave dois meses antes.
Nenhuma das pessoas do grupo que jogou o Wii sofreu efeitos colaterais, enquanto uma pessoa que jogou cartas se sentiu enjoada e com vontade de vomitar durante o teste.
O objetivo era que os pacientes movessem os membros afetados, incentivando o uso das pequenas e grandes funções musculares motoras.
O grupo que usou o Wii mostrou “uma melhora significativa das atividades motoras e na velocidade”, disseram os pesquisadores.
- Basicamente descobrimos que os pacientes do grupo usuário do Wii alcançaram melhores funções motoras, o que se traduziu em melhorias na velocidade e na força.
Os pesquisadores explicaram que o Wii foi um sucesso ao ajudar as vítimas de AVC porque o sistema do jogo utiliza os mesmos princípios dos métodos de reabilitação tradicional, que incluem técnicas de repetição, tarefas de alta intensidade e atividades para os neurônios envolvidos na reorganização do cérebro.
Um estudo mais amplo está sendo feito para determinar se o Wii pode ser amplamente aproveitado como forma de terapia para pacientes que sofreram derrames.
Copyright AFP – Todos os direitos de reprodução e representação reservados
Fonte: http://bit.ly/9YKLjU
Robô anestesista controla sedativos em tempo real durante cirurgias
Uma equipe de médicos e engenheiros da Universidade das Ilhas Canárias desenvolveu uma técnica e o equipamento necessário para controlar automaticamente a aplicação da anestesia durante as operações cirúrgicas.
O novo sistema, uma espécie de robô anestesista, detecta o estado hipnótico do paciente em tempo real, fornecendo a dose mais adequada de anestésico do início ao fim da cirurgia, mantendo-o sedado na intensidade e no tempo necessários.
Sensores e monitores
O robô anestesista utiliza sensores em conjunto com um aparelho de eletroencefalograma (EEG) e um monitor de índice bispectral (BIS), um parâmetro sem unidades que mede o estado hipnótico, obtendo o nível de consciência do paciente.
O valor do BIS varia entre 100 (o máximo estado de alerta possível) e 0 (ausência total de atividade elétrica cortical, equivalente a um estado de inconsciência profunda). O robô anestesista opera na faixa de BIS entre 40 e 60, utilizado na grande maioria das cirurgias.
“É uma técnica de controle muito eficiente, que controla o anestésico nas salas de cirurgia por computador, adaptando a dose da droga administrada de acordo com as características individuais de cada paciente,” diz o Dr. Albino Juan Méndez, que coordenou o desenvolvimento da nova tecnologia.
O equipamento pode ser utilizado também nas cirurgias tradicionais, e não apenas nas cirurgias feitas com a utilização de outros robôs.
Nível de consciência
Os dados coletados pelos sensores e pelos demais aparelhos são enviados à unidade central de processamento, onde um algoritmo especialmente desenvolvido pelos pesquisadores detecta o nível de consciência do paciente continuamente, definindo a dose exata de anestésico necessária.
O programa envia seus comandos para um atuador, uma espécie de seringa automatizada, responsável pela injeção do anestésico no paciente.
O programa utiliza uma técnica conhecida como PID adaptativo (Proportional Integral Derivative), um mecanismo de controle de ciclo de retroalimentação que monitora automaticamente a dose adequada do medicamento comparando os valores medidos com o valor desejado, estipulado previamente pelos médicos.
Monitoramento integral do paciente
O robô anestesista já foi avaliado em 15 pacientes voluntários, com idades entre 30 e 60 anos de idade. “Os primeiros resultados obtidos tanto na cirurgia quanto nas simulações mostram que o sistema funciona de forma muito satisfatória e tem tudo para ter sucesso,” diz Albino Méndez.
Segundo os cientistas, a nova técnica vai ajudar a melhorar a dosagem dos anestésicos, melhorando o conforto do paciente e o seu tempo de recuperação, bem como deverá reduzir os custos das cirurgias.
O equipamento também poderá ser utilizado para o controle em tempo real de outras variáveis fisiológicas, como os níveis de glicose no sangue, a temperatura corporal ou a pressão arterial.
O próximo passo da pesquisa, além de aprimorar e testar mais intensamente os algoritmos, para corrigir eventuais bugs de software, será incorporar as variáveis de analgesia e relaxamento muscular, a fim de dar aos anestesistas humanos uma ferramenta realmente completa.
Adaptive computer control of anesthesia in humans
Juan Albino Méndez, Santiago Torres, José Antonio Reboso, Héctor Reboso
Computer Methods in Biomechanics and Biomedical Engineering
Vol.: 12 (6): 727-734
DOI: 10.1080/10255840902911528
Cientistas descobrem onde a inteligência mora no cérebro
O que é inteligência
Um grupo internacional de cientistas acredita ter encontrado o depósito da inteligência geral dentro do cérebro humano.
O estudo, publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences, adiciona novas informações a uma questão altamente controversa: O que é a inteligência e como podemos medi-la?
Mapa da inteligência no cérebro
Os pesquisadores analisaram uma base de dados única e muito valiosa: um conjunto de imagens médicas feitas em 241 pacientes com lesões cerebrais que também haviam passado por testes de QI (Quociente de Inteligência).
A localização de cada uma das lesões foi mapeada dentro dos cérebros dos pacientes e correlacionada com o QI de cada paciente, produzindo um mapa das regiões do cérebro que parecem influenciar mais a inteligência.
Inteligência geral
“A inteligência geral, também chamada de Fator G de Spearman, tem sido um conceito altamente controverso,” afirma Ralph Adolphs, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos.
“Mas a ideia básica por trás dele é plenamente aceita: na média, os resultados alcançados por cada pessoa em diversos tipos de testes são correlacionados. Algumas pessoas simplesmente têm resultados melhores, enquanto outros apresentam resultados mais baixos. Assim, a próxima questão que surge óbvia é se essa capacidade geral pode depender de regiões específicas do cérebro,” diz Adolphs.
Integração do cérebro
Os resultados mostram que, em vez de residir em uma única estrutura, a inteligência geral é determinada por uma rede de regiões ao longo dos dois lados do cérebro.
“Uma das principais descobertas que realmente nos surpreendeu é que há um sistema distribuído aqui. Várias regiões do cérebro, e as conexões entre elas, são o mais importante para a inteligência geral,” explica Jan Gläscher, que coordenou a pesquisa.
Há uma noção de que a inteligência em geral não dependeria de regiões específicas do cérebro, tendo a ver com as funções cerebrais como um todo.
“Mas não foi isto o que nós descobrimos. De fato, as regiões e conexões particulares que nós encontramos estão bem ajustadas a uma teoria sobre a inteligência chamada ‘teoria da integração parieto-frontal’. Essa teoria afirma que a inteligência geral depende da capacidade do cérebro para integrar vários tipos diferentes de processamento,” diz Adolphs.
Os pesquisadores afirmam que as descobertas estabelecem patamares para a realização de novas pesquisas sobre como o cérebro, a inteligência e o ambiente interagem.
Fonte: http://bit.ly/dhpUd6
Como ajudar os pequenos a controlar as emoções
Foto: Fernanda Sá
O ser humano, todos sabem, é um animal muito frágil. Diferentemente de outros mamíferos, que já nascem em pé e rapidamente aprendem a buscar alimento e se defender, os bebês dependem dos adultos por um longo tempo. Assim, desde o início da vida, eles experimentam a sensação de medo. Acredita-se que os primeiros temores se manifestem por volta dos 3 ou 4 meses de idade. “Nessa fase, o bebê adquire a capacidade de distinguir o familiar do estranho e aprende a diferenciar a mãe (ou o responsável) de tudo o que o rodeia”, explica a psicóloga Vera Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo. “Ao perceber a existência de um desconhecido, ele teme perder o amparo materno.”
Esse sentimento é parte da nossa vida e “é importante para a própria proteção, pois inibe a exposição excessiva aos riscos”, diz a professora Márcia Barbosa da Silva, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná. A psicopedagoga Eliane Pisani Leite, de Brasília, completa: “O medo era uma proteção que o homem das cavernas tinha contra os ataques de predadores e até hoje nos permite sobreviver graças ao recurso da fuga quando algo nos ameaça”. Até os 3 anos, é o receio de ser abandonado que mais apavora os pequenos. O escuro, a queda, o barulho e a luz forte estão, desde sempre, relacionados à separação da mãe. A partir dos 2 anos, o repertório aumenta em razão da descoberta do mundo simbólico. É por isso que muitas crianças querem distância de pessoas fantasiadas, como palhaços e Papai Noel.
Por isso, ingressar numa escola de Educação Infantil é uma situação nova que pode provocar medo. Afinal, não haverá ninguém da família por perto. Daí a importância da adaptação. “Nos primeiros dias, o bebê ou a criança pequena podem ficar pouco tempo na creche para minimizar esse impacto”, recomenda Márcia. Uma recepção calorosa e afetiva dos professores e auxiliares é fundamental para que os pequenos se sintam confiantes e protegidos. Melhor ainda se eles puderem ser recebidos sempre pela mesma pessoa.
Todo adulto que vive com crianças precisa saber lidar com o medo infantil. “Se esse sentimento não for adequadamente trabalhado, pode provocar timidez excessiva, ansiedade e até fobias”, alerta o psicanalista e psiquiatra Conceil Correa, da Associação Brasileira das Inteligências Múltiplas e Emocional, em São Paulo. Além disso, os temores prejudicam o aprendizado, já que o assustado só quer ficar no colo e pára de brincar com os colegas.
Como identificar o medo? Quando o pequeno ainda não aprendeu a falar, a solução é observar reações como choro, expressão de susto, coração acelerado, respiração intensa, inquietação, músculos contraídos e retraimento. Ao passar a conversar, rapidamente surgem frases como “estou com medo”, “não gosto”, “escutei um barulho” e “está atrás da porta” para expressar a angústia.
Além de tranqüilizar e acolher, você pode (sem forçar) estimular os que têm medo a falar, desenhar ou expressar o que os aflige. Assim, eles podem compreender o que estão sentindo e aprender a lidar com isso. Outra ação eficiente é dizer que você também sente medo. “A criança entende que a sensação é comum a todos”, ensina Márcia. Ler livros infantis também ajuda muito. “As histórias confortam, pois mostram que, apesar dos temores das dificuldades dos personagens, eles conseguem ir em frente”, diz Jefferson Mainardes, da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Bebês e crianças com deficiência também sentem medo e existem pequenas variações na hora de atendêlas. O deficiente auditivo, por exemplo, pode sentir receio de um ambiente desconhecido, mas levar um brinquedo de casa para a creche costuma ser eficaz. É possível que o cego tema a dificuldade de se fazer entender. Então, procure comunicar-se com ele da mesma forma que a família. A criança com deficiência mental às vezes se assombra com um desenho na TV. Nesse caso, evite trabalhar com o mesmo personagem. Em qualquer situação, os pais precisam ser avisados. Explique que não basta dizer aos filhos que “isso não é nada” e tente orientálos a falar sobre o sentimento.
Um fantoche contra os temores
Uma professora da Escola de Educação Infantil Girassol, em Piracicaba, no interior de São Paulo, desenvolveu durante uma semana um projeto com sua turma de 3 anos para tranqüilizar as crianças em relação a seus medos. Antes de iniciar o trabalho, ela pediu que cada uma trouxesse de casa um par de meias velhas na cor branca para confeccionar um fantoche. No primeiro dia, outra professora, também contadora de histórias, narrou um livro sobre o medo utilizando um boneco. Em seguida, os pequenos fizeram os fantoches com a ajuda dos adultos.
Na hora de caracterizá-los, o desafio era representar os temores. Todos fizeram isso pintando a cara do boneco, amarrando os cabelos e vestindo roupas nele – tudo com materiais simples e baratos, como estopa, canetas hidrocor e retalhos de tecido. “A utilização de um material concreto e pessoal – a meia, no caso – para expressar os temores ajudou as crianças a pensar sobre o que elas estavam sentindo”, lembra a diretora, Iraídes Varela.
Nesse mesmo dia, a professora pediu que cada criança usasse o fantoche para falar sobre os próprios medos. “Depois de exteriorizar seus sentimentos, notamos que todos passaram a se sentir mais tranqüilos. Os receios diminuíram e a turma percebeu que o ‘fantasma’ não era tão feio quanto parecia”, diz a diretora. Na semana seguinte, a missão da meninada foi confeccionar, com a segunda meia, um boneco semelhante ao primeiro para presentear um amigo. “Essa foi a forma que encontramos para que as crianças pudessem compartilhar a experiência assimilada”, finaliza Iraídes.
Quer saber mais?
CONTATOS
Conceil Correa
Eliane Pisani Leite
Escola de Educação Infantil Girassol, Trav. da Saudade, 53, 13417-783, Piracicaba, SP, tel. (19) 3426-8126
Jefferson Mainardes
Márcia Barbosa
Única vacina para HIV com sucesso parcial tem efeito temporário
Fonte: Folha Online
Cientistas anunciaram nesta sexta-feira (19) mais um obstáculo na luta contra a Aids. A vacina que, em setembro do ano passado, ganhou destaque por conseguir diminuir em 31% o risco de contaminação por HIV em voluntários na Tailândia, na verdade não funciona tão bem.
Segundo os próprios pesquisadores que a testaram, a proteção que ela oferece é apenas temporária –cerca de um ano. O valor de 31% pode não parecer alto. Realmente seria necessário mais do que isso para que fosse viável produzir uma vacina em grande escala. Mas era a primeira vez em que uma vacina tinha algum grau de sucesso, mesmo que parcial.
A esperança era que, a partir dela, fosse possível desenvolver uma imunização mais eficaz. Por isso, na época, os cientistas envolvidos na pesquisa estavam otimistas. Eles pertenciam a órgãos americanos –incluindo o Exército– e tailandeses, além de uma empresa e uma ONG, donas cada uma de metade da vacina.
Anthony Fauci, chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, um dos financiadores do teste na Tailândia, disse então: “Faz mais de 20 anos que todas as vacinas foram essencialmente fracassos. Parece que estávamos tateando por um corredor escuro, até que uma porta finalmente se abriu”. A porta continua aberta, mas agora parece que será ainda mais difícil atravessá-la.
Proteínas naturais bloqueiam vírus H1N1, causador da nova gripe, diz estudo
Fonte: G1
Elas também barraram avanço de vírus da dengue. Pesquisa publicada na revista ‘Cell’ é de cientistas americanos. Proteínas naturais do ser humano bloqueiam a reprodução do H1N1, o vírus causador da nova gripe. A compreensão dessas funções, antes ignoradas pela ciência, abre caminho para tratamentos mais eficazes, anunciaram nesta quinta-feira (17) pesquisadores do Howard Hughes Medical Institute, liderados por Stephen Elledge.
Os resultados do estudo americano foram publicados na versão on-line da revista “Cell”. A ação das proteínas pode desacelerar a disseminação da influenza pandêmica. A proteína também consegue bloquear outros vírus, como o da dengue e da febre do Nilo Sem a presença das proteínas da clase IFITM3, o H1N1 se reproduz 5 a 10 vezes mais rápido, explicou Elledge. Elevando os níveis de IFITM3, o vírus da nova gripe foi totalmente bloqueado. Proteínas da classe IFITM1 e IFITM2 também são eficazes no combate ao vírus influenza A (H1N1), a qualquer outra cepa de vírus da gripe e, para surpresa dos cientistas, ao vírus de dengue e de febre do Nilo.
Governo da Bahia emite nota sobre avanço da meningite em Itapuã
Fonte: Bahia.gov.br
O QUE É:
A meningite é uma inflamação das membranas que reveste o cérebro, podendo ser causada por diversos agentes infecciosos como bactérias, vírus, fungos e agentes não infecciosos como algumas substâncias químicas. Ocorre durante todo o ano com predominância nos períodos mais frios. Das meningites de origem infecciosa, as principais são as causadas por vírus e bactérias, pela magnitude e potencial de produzir surtos. As meningites bacterianas apresentam quadro clínico grave, diferentemente das virais que possuem uma evolução rápida e benigna.
Dentre as meningites bacterianas destaca-se a Doença Meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo) subdividida em sorogrupos (A,B,C,W135 e Y), que pode se apresentar em três formas clínicas: meningite meningocócica, meningococcemia ou as duas formas associadas. A meningite meningocócica caracteriza-se por início súbito, com febre, cefaléia intensa, náuseas, vômito, rigidez de nuca e frequentemente pode surgir erupções e petéquias. A meningococcemia inicia com mal súbito, febre alta, calafrios, prostração acompanhada de manifestações hemorrágicas na pele (petéquias e equimose) que se desenvolve de forma fulminante, podendo evoluir a óbito, em poucas horas.
A SITUAÇÃO ATUAL:
No município de Salvador até a semana epidemiológica 10 (13/03/2009) ocorreram 19 casos de Doença Meningocócica com a verificação de 4 óbitos. Os casos estão distribuídos por 8 distritos sanitários, sendo que a maior incidência foi no distrito de Itapuã, onde houve registro de 7 casos e 2 óbitos, sendo 3 casos residentes na Baixa do Soronha, 2 na Travessa do Gravatá, 1 em São Cristóvão e outro em Mussurunga. Verificou-se a relação de parentesco em 04 casos, mas não foi confirmado o contato íntimo entre os mesmos. Foi confirmado o sorogrupo C em 5 casos por exame laboratorial (Látex). A ocorrência de 6 casos com início dos sintomas entre os dias 02 e 07 de março e em localidades próximas está preocupando as autoridades sanitárias, que vem adotando as medidas de controle pertinentes.
Situação epidemiológica das meningites na Bahia / 2009
Fonte: BAHIA.GOV.BR
Em 2009, na Bahia, até a 6ª semana epidemiológica (14/02/2009), foram confirmados 61 casos de Meningites em todo o Estado, com 5 óbitos. Quanto ao agente etiológico, 25 foram de origem bacteriana, 35 virais, e 1 não especificada. Dentre as bacterianas, destaca- se a Doença Meningocócica (DM) com 20 casos e 3 óbitos. Em 2008, na Bahia, foram confirmados 1.279 casos de Meningites, sendo 441 de origem bacteriana, 659 virais e 179 não especificadas e por outras etiologias.
A DM contribuiu com 137 casos e 26 óbitos. Em Salvador, observou-se um aumento do número de casos da Doença Meningocócica em relação a 2007, com o incremento de 64,5%. Houve o predomínio do sorogrupo C com 88,8% dos casos sorogrupados. Comparando 2009 com o ano anterior, até a 6ª SE, verifica-se que em Salvador ocorreram 5 casos e 2 óbitos por Doença Meningocócica, em 2008, 10 casos e 1 óbito neste ano. Quanto ao sorogrupo, houve o predomínio do sorogrupo C em 2008 (85,7%) e 2009 (83,3%).



